“Estamos prontos para construir parcerias com quem desejar colaborar e nos ajudar. Contudo, é importante frisar: ninguém será dono das nossas riquezas minerais”, afirmou o presidente, enfatizando a autonomia do Brasil nesse quesito. Essa afirmativa foi feita após a assinatura de um acordo de cooperação na área de terras raras entre Brasil e Espanha, parte da agenda da 1ª Cúpula Brasil-Espanha. Além desse pacto, outros acordos foram assinados, abrangendo áreas como combate à violência de gênero e segurança.
Lula também abordou a questão de possíveis acordos com outros países, especialmente no contexto de pressões internacionais, como as dos Estados Unidos sobre a exploração mineral em regiões como a Ucrânia. “A parceria firmada com a Espanha demonstra que podemos seguir um caminho diferente. Assumimos um compromisso de cooperação em várias etapas da cadeia de minerais estratégicos, promovendo conhecimento e valor agregado”, afirmou.
A viagem do presidente à Espanha teve início na noite de quinta-feira e inclui visitas também à Alemanha e a Portugal, com retorno ao Brasil previsto para a próxima terça-feira. Durante a estadia na Catalunha, Lula participará de um jantar promovido pelo governo espanhol para líderes do Fórum Democracia Sempre, um evento que reúne diversas figuras políticas e sociais em prol da promoção da democracia.
Outra questão abordada na coletiva foi a situação política na Venezuela. Lula defendeu que o país vizinho deve determinar seu próprio futuro sem intervenções externas. Segundo ele, a decisão sobre as eleições e a governança da Venezuela cabe exclusivamente aos venezuelanos. “O destino da Venezuela deve ser decidido pelos venezuelanos. A atual presidente está no poder legitimamente e se ela quer convocar eleições ou não, isso é um assunto interno. Preocupo-me o suficiente com os desafios do Brasil para ficar me intrometendo nos assuntos da Venezuela”, concluiu. Essa postura reflete um posicionamento que valoriza a autodeterminação dos povos e a necessidade de evitar intervenções externas em processos internos.







