Lula defende soberania da América Latina e diz: “Não somos mais países colonizados” na X Cúpula da CELAC e I Fórum CELAC-África.

Durante a X Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e do I Fórum CELAC-África, realizado em Bogotá, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva fez uma forte defesa da soberania das nações latino-americanas. Em seu discurso, Lula enfatizou que os países da América Latina não são mais vistos como colônias, destacando que a independência conquistada ao longo dos anos deve ser respeitada e preservada. “Não somos mais países colonizados. Nós conquistamos soberania com a nossa independência. Não podemos permitir que alguém se intrometa e agrida a integridade territorial de cada país”, afirmou o presidente.

Lula também aproveitou a oportunidade para criticar a eficácia da Organização das Nações Unidas (ONU), que, segundo ele, falha em desempenhar seu papel de manutenção da paz. O presidente mencionou que o Conselho de Segurança da ONU, criado para evitar guerras, paradoxalmente é composto por países que muitas vezes estão diretamente envolvidos em conflitos globais. “O que estamos testemunhando é a falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas”, disse Lula, expressando sua preocupação com a crescente instabilidade no cenário internacional.

Para o presidente, o mundo atualmente enfrenta a maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial, o que demanda uma reflexão séria das nações sobre como lidar com essas questões. No contexto das relações entre Brasil e África, Lula ressaltou a importância do continente africano como uma potência agrícola em potencial. Ele argumentou que o Brasil tem um compromisso histórico em apoiar o desenvolvimento agrícola da África, destacando o retorno da Embrapa ao continente como um passo significativo para a cooperação bilateral.

Além disso, Lula mencionou a histórica dívida do Brasil com a África, resultante de anos de exploração e opressão durante o período da escravidão. Apesar das políticas públicas implementadas para promover a igualdade racial, ele reconheceu que o país ainda está longe de reparar as injustiças do passado. Em seu discurso, o presidente fez um chamado à ação não apenas para os líderes presentes, mas para todas as nações, enfatizando a necessidade de um novo paradigma de cooperação e respeito mútuo no cenário internacional.

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