Lula enfatizou que os ambientes virtuais têm se tornado terreno fértil para a propagação de conteúdos misóginos que incitam a violência. A sua análise aponta que essas plataformas não podem se esquivar de suas responsabilidades nesse contexto, sendo necessário um tratamento mais rigoroso por parte do Estado. “As redes sociais não devem ser usadas como abrigo para criminosos”, afirmou, relembrando que é imprescindível que essas entidades sejam responsabilizadas pela veiculação de conteúdos que perpetuam a agressão e o ataque às mulheres.
O presidente reforçou que a luta contra o feminicídio e a violência de gênero não deve ser uma tarefa apenas dos órgãos governamentais, mas sim um dever coletivo que envolve toda a sociedade. Nesse contexto, ele destacou a importância do envolvimento dos homens na desconstrução da cultura machista, que também se expande para o ambiente digital. Essa participação é vista como essencial para promover uma mudança cultural necessária para o combate à misoginia.
Além disso, Lula defendeu a implementação de punições severas para os agressores, sustentando que essas medidas devem ser acompanhadas de políticas de educação e conscientização. Ele acredita que a proteção às mulheres transcende o espaço físico e deve se estender à internet, onde práticas que incentivam a violência de gênero são frequentemente veiculadas. A necessidade de ações contínuas e abrangentes para coibir esses comportamentos tem se tornado uma prioridade evidente na agenda do governo, fortalecendo o compromisso com a segurança e dignidade feminina em todos os âmbitos sociais.
Em suma, as declarações do presidente refletem uma preocupação crescente com os desafios que as novas tecnologias impõem à segurança e ao respeito das mulheres, sinalizando um caminho proativo em busca de soluções que possam efetivamente mitigar os riscos e garantir um ambiente digital mais seguro.
