Lula afirmou que a regulação digital é essencial para garantir a autonomia do Brasil, enfatizando que a manipulação externa nas plataformas digitais pode ser prejudicial. “É imperativo que regulemos todas as questões digitais, assegurando que nosso país mantenha sua soberania e evitando quaisquer intromissões, especialmente em um ano eleitoral”, disse o presidente. Essa afirmação sublinha uma preocupação crescente sobre como as tecnologias digitais podem impactar a democracia, refletindo tendências observadas globalmente.
O presidente também mencionou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) digital foi um primeiro passo importante nesse processo, mas que outras medidas regulatórias ainda são necessárias para garantir um ambiente digital mais seguro e controlado. “Estamos cientes do que está se passando no mundo em termos de influência digital e precisamos nos preparar adequadamente”, completou Lula, deixando claro que as ações regulatórias vão além do que já foi implementado.
Além das questões de regulamentação digital, Lula, em sua conversa com Sánchez, reiterou sua opinião sobre o fim da jornada de trabalho 6×1, um tema que já está em discussão na Câmara dos Deputados. Essa proposta visa reformular a carga horária de trabalho, refletindo sua intenção de promover melhorias nas condições laborais no Brasil.
A visita à Espanha serviu como um fórum para o presidente discutir não apenas assuntos bilaterais, mas também questões que afetam a democracia e os direitos laborais. As afirmações de Lula sobre a regulação das redes sociais ressaltam uma agenda que busca fortalecer a integridade dos processos democráticos no Brasil, especialmente em tempos de crescente complexidade na comunicação digital.






