Os dados apresentados demonstraram uma queda significativa no desmatamento, com uma redução de 61,4% na Amazônia em comparação a 2024/2025, a mais drástica já registrada. No Cerrado, o desmatamento diminuiu em 8,2%. Essa conquista é creditada ao fortalecimento das políticas de proteção ambiental que, segundo os representantes do governo, foram negligenciadas por anos.
O evento teve uma importância adicional em meio ao atual cenário de tensão diplomática com os Estados Unidos, que ameaçaram implementar tarifas sobre produtos brasileiros alegando que o Brasil estaria promovendo desmatamento irregular. O governo brasileiro refutou essas alegações, reforçando que toda a documentação foi apresentada aos EUA e solicitou respeito às políticas e práticas do país.
Durante seu discurso, Lula criticou duramente as justificativas apresentadas pelos EUA, chamando-as de mentirosas e reafirmando que o Brasil merece um tratamento civilizado nas negociações. Além disso, ressaltou a importância da sustentabilidade como um ativo econômico, argumentando que “o não desmatamento é mais lucrativo que o desmatamento”.
A ministra Luciana Santos também apoiou a posição do presidente, destacando que muitos dados utilizados para atacar a imagem do Brasil carecem de fundamentação. O ministro Capobianco enfatizou a transparência dos dados, anunciando que a partir de agora, qualquer cidadão poderá acessá-los.
Por fim, Martín Von Hildebrand, secretário-geral da OTCA, destacou a complexidade do trabalho colaborativo entre as nações amazônicas e a necessidade de uma abordagem mais abrangente que incorpore não apenas questões ambientais, mas também sociais e de desenvolvimento sustentável. Com um futuro ambiental mais promissor diante, o Brasil continua sua luta para ser reconhecido globalmente por suas políticas de proteção ambiental.





