Lula Defende Redução do Desmatamento e Desmente EUA: “Eles Mentiram”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma visita ao Observatório Regional Amazônico (ORA) em Brasília, onde pôde observar dados consolidados sobre o desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Acompanhado por importantes figuras do governo, including o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, Lula foi informado sobre os avanços da política ambiental brasileira com base em dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Os dados apresentados demonstraram uma queda significativa no desmatamento, com uma redução de 61,4% na Amazônia em comparação a 2024/2025, a mais drástica já registrada. No Cerrado, o desmatamento diminuiu em 8,2%. Essa conquista é creditada ao fortalecimento das políticas de proteção ambiental que, segundo os representantes do governo, foram negligenciadas por anos.

O evento teve uma importância adicional em meio ao atual cenário de tensão diplomática com os Estados Unidos, que ameaçaram implementar tarifas sobre produtos brasileiros alegando que o Brasil estaria promovendo desmatamento irregular. O governo brasileiro refutou essas alegações, reforçando que toda a documentação foi apresentada aos EUA e solicitou respeito às políticas e práticas do país.

Durante seu discurso, Lula criticou duramente as justificativas apresentadas pelos EUA, chamando-as de mentirosas e reafirmando que o Brasil merece um tratamento civilizado nas negociações. Além disso, ressaltou a importância da sustentabilidade como um ativo econômico, argumentando que “o não desmatamento é mais lucrativo que o desmatamento”.

A ministra Luciana Santos também apoiou a posição do presidente, destacando que muitos dados utilizados para atacar a imagem do Brasil carecem de fundamentação. O ministro Capobianco enfatizou a transparência dos dados, anunciando que a partir de agora, qualquer cidadão poderá acessá-los.

Por fim, Martín Von Hildebrand, secretário-geral da OTCA, destacou a complexidade do trabalho colaborativo entre as nações amazônicas e a necessidade de uma abordagem mais abrangente que incorpore não apenas questões ambientais, mas também sociais e de desenvolvimento sustentável. Com um futuro ambiental mais promissor diante, o Brasil continua sua luta para ser reconhecido globalmente por suas políticas de proteção ambiental.

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