Lula argumentou que a essência da atividade política é facilitar, e não dominar, as iniciativas empresariais. Ele ressaltou que um presidente deve ser um agente que abre portas, ao invés de atuar como um negociante. Para ele, as interações pessoais, como um aperto de mão, têm um valor inestimável nas relações internacionais, superando a frieza de e-mails e interações digitais. Essa visão, segundo o presidente, é fundamental para o fortalecimento das relações políticas e comerciais.
Este pronunciamento aconteceu durante a sua condecoração com a Ordem Manuel Amador Guerrero, a mais alta honraria do Panamá, e surgiu em um momento em que questões de política internacional, como as ações do governo dos EUA sob a liderança de Donald Trump, estão em destaque. Trump, por sua vez, está envolvido em negociações controversas, a exemplo da proposta de compra da Groenlândia.
Em sua visita ao Panamá, Lula participou do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026, promovido pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe. Durante o evento, ele reafirmou que a região possui um vasto potencial energético e recursos naturais, que devem ser utilizados para fortalecer as cadeias produtivas e aumentar a resiliência econômica diante de choques externos.
O presidente brasileiro também celebrou uma série de acordos comerciais com o Panamá, que visam impulsionar o lucro e a cooperação entre os dois países. Além disso, mencionou a proposta enviada ao Congresso Nacional para a adesão formal ao protocolo de neutralidade do Canal do Panamá, reiterando o apoio do Brasil à soberania panamenha sobre essa via de importância crucial para o comércio global.
Enfatizando a necessidade de superação de diferenças ideológicas, Lula concluiu suas declarações destacando que a colaboração é essencial para enfrentar desafios como o combate ao crime organizado e para fomentar um novo ciclo de prosperidade na região, que abriga cerca de 660 milhões de habitantes.
