Lula defende participação da África do Sul no G20 após declaração de Trump e critica tentativas de veto de líderes globais.

Na última segunda-feira, durante uma visita oficial à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a participação da África do Sul no G20, rebatendo as declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou não convidar o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa para a próxima reunião do grupo, agendada para novembro em solo americano.

Na coletiva de imprensa, Lula enfatizou que os Estados Unidos não têm o direito de vetar a presença de um membro fundador do G20, destacando que a África do Sul faz parte do grupo desde sua criação após a crise financeira de 2008. “Eu disse ao Ramaphosa que os Estados Unidos não têm o direito de proibir um membro fundador de participar. Ele deve comparecer ao G20, independentemente do que Trump disser”, afirmou Lula, demonstrando um forte apoio ao colega sul-africano.

A afirmação de Trump sobre um suposto “genocídio branco” na África do Sul, utilizada para justificar sua posição, foi categoricamente refutada por Lula. Ele argumentou que essa narrativa é infundada e que permitir que um país seja excluído do G20 por razões políticas criaria um precedente perigoso para a integridade do grupo. “Se começarmos a excluir países, vão tirar a Alemanha, depois o Brasil. Precisamos unir forças”, disse o presidente brasileiro, alertando sobre as possíveis consequências disso para a cohesão do multilateralismo.

Durante sua estadia na Alemanha, Lula inaugurou o pavilhão brasileiro na Hannover Messe 2026, uma das maiores feiras de inovação e tecnologia industrial do mundo. A visita resultou em uma série de acordos bilaterais nos setores de defesa, inteligência artificial e energias renováveis, fortalecendo ainda mais a relação entre Brasil e Alemanha.

Lula também ressaltou a importância do próximo Acordo Mercosul-União Europeia, que deverá entrar em vigor em 1º de maio, como um passo importante rumo à cooperação e ao comércio justo entre as nações. Após as atividades em Hannover, Lula seguirá para Portugal antes de retornar ao Brasil, continuando sua busca por fortalecimento das relações internacionais e promoção do multilateralismo.

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