Em suas declarações incisivas, o presidente brasileiro argumentou que princípios fundamentais de harmonia e paz, conquistados com tanto esforço ao longo das últimas décadas, estão sendo desmantelados. “Estamos presenciando uma era em que a força tecnológica, a força das armas e a força econômica, representada pelo Produto Interno Bruto, estão se tornando os pilares das negociações entre países desenvolvidos e em desenvolvimento”, ressaltou.
Lula fez um apelo urgente, chamando a atenção para a necessidade de uma mudança na dinâmica global. Ele enfatizou a importância de unir esforços para construir um futuro mais solidário e pacífico, manifestando sua aversão a qualquer forma de belicismo. “Não podemos continuar a permitir que o mundo se curve diante de um forte desejo de poder que ignora a vida”, destacou, referindo-se implicitamente a líderes que priorizam ações militares e econômicas em detrimento do diálogo e da paz.
Além disso, o presidente fez uma declaração pessoalmente forte sobre a imagem do Brasil no cenário internacional, reafirmando que o país “cansou de ser tratado como um país de terceiro mundo”. Com uma população de 215 milhões de habitantes e uma economia em crescimento, Lula pediu que o Brasil ocupasse uma posição mais central e respeitável nas discussões globais.
No mesmo cenário, voltou a criticar abertamente ações da administração de Donald Trump, especialmente em relação à conflagração no Oriente Médio, a qual chamou de “maluquice”. Lula argumentou que o comportamento unilateral e agressivo de alguns líderes mundiais não pode ser aceito e que o papel do Conselho de Segurança da ONU deve ser revisto, dado o aumento de conflitos desde a segunda metade do século 20.
Ao enfatizar a importância de defender a vida e buscar soluções pacíficas, Lula convoca todos os que compartilham desse ideal a se unirem em prol de uma nova era de cooperação e respeito mútuo, reforçando seu papel como defensor do multilateralismo e da paz.







