Lula enfatizou a legitimidade da participação sul-africana ao afirmar que Donald Trump não detém o direito ou a autoridade para vetar a presença de um país no G20. “Eu disse ao Ramaphosa, esta semana, que os Estados Unidos não têm o direito de proibir um membro fundador do G20 de participar do bloco”, declarou, reforçando que conteúdo especulativo sobre um suposto “genocídio branco” na África do Sul, levantado por Trump, carece de fundamentos e serve apenas para semear divisões.
O presidente brasileiro alertou ainda que, se permitida essa exclusão, poderá haver consequências em cadeia, onde outros países, como a Alemanha e o próprio Brasil, também poderão ser afastados do grupo. Ele lembrou que a fundação do G20, após a crise financeira de 2008, foi em resposta a uma situação econômica complexa originada nos Estados Unidos. Assim, a presença de todos os membros fundadores é absolutamente essencial para o grupo.
Na mesma viagem, Lula participou da abertura do pavilhão brasileiro na Feira Industrial de Hanôver, que é reconhecida como a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo. Durante o evento, vários acordos bilaterais foram assinados nas áreas de defesa, inteligência artificial, infraestrutura sustentável e energias renováveis, refletindo a relevância das relações comerciais entre Brasil e Alemanha. Lula destacou que o intercâmbio comercial entre os dois países alcança cerca de US$ 21 bilhões, posicionando a Alemanha como um dos principais parceiros comerciais do Brasil.
Além disso, o presidente abordou o Acordo Mercosul-União Europeia, que deverá entrar em vigor em 1º de maio, ressaltando a importância dessa parceria para promover o multilateralismo e a prosperidade compartilhada. Ele defendeu um modelo que prioriza os direitos dos trabalhadores e a proteção ambiental. Esta visita à Europa, que também incluiu passagens pela Espanha e Portugal, marca um esforço contínuo de Lula para fortalecer laços internacionais e trazer novas oportunidades para o Brasil.







