“É fundamental ressaltar que ninguém se alimenta de biodiesel ou gasolina, as pessoas precisam de comida. Acreditamos firmemente que é possível desenvolver a produção de alimentos e biocombustíveis simultaneamente”, afirmou o presidente, desafiando a visão disseminada por alguns críticos que alegam que o biocombustível brasileiro prejudica a agricultura. Ele convidou os alemães a conhecerem a realidade do Brasil, reiterando que a segurança alimentar é uma prioridade indiscutível.
Na feira, Lula também visitou estandes de empresas brasileiras e aproveitou a oportunidade para interagir com o chanceler alemão, Friedrich Merz. Eles discutiram os avanços da indústria de caminhões no Brasil, em especial os modelos da Mercedes que utilizam biodiesel. “É uma pena que o chanceler não tenha visto os caminhões movidos a biocombustível, que demonstram o potencial do Brasil nesse setor em comparação aos combustíveis usados na União Europeia”, brincou Lula, enfatizando a viabilidade e o sucesso do biocombustível brasileiro.
Além das críticas às restrições sobre biocombustíveis, Lula dirigiu seu olhar às diretrizes da União Europeia relacionadas ao cálculo de emissões de carbono. Ele ressaltou que o transporte permanece como um dos principais desafios para a descarbonização do continente, mencionando que as recentes propostas de revisão das políticas ignora práticas sustentáveis adotadas no Brasil. “Mecanismos unilaterais que desconsideram nosso modelo produtivo baseado em fontes renováveis podem dificultar a oferta de energia limpa aos consumidores europeus em momentos críticos”, advertiu.
Lula também abordou o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, destacando que sua implementação é vital para o comércio bilateral. Ele instou os apoiadores dessa parceria a se manifestarem mais ativamente, para que o acordo, que começa a valer em maio, passe a ser uma realidade permanente. “Contamos com o engajamento do setor privado para que a fase provisória do acordo se torne definitiva. É imprescindível que aqueles a favor do projeto se façam ouvir diante da oposição, especialmente na Europa”, concluiu o presidente.






