Lula critica Trump por ameaças de guerra e defende reforma no Conselho de Segurança da ONU durante entrevista antes da viagem à Europa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou sua recente viagem à Europa para abordar críticas contundentes ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma entrevista concedida à renomada revista alemã Der Spiegel, Lula expressou sua apreensão em relação ao estilo de liderança de Trump, que, segundo ele, tem se destacado por ameaçar outros países constantemente, caracterizando o ex-mandatário americano como alguém que não foi eleito “imperador do mundo”. Essa declaração foi feita em um momento crucial, já que Lula embarcou para a Europa em uma missão diplomática que inclui uma estadia na Alemanha.

Durante a entrevista, Lula foi questionado sobre o futuro do multilateralismo em meio às crescentes tensões geopolíticas que envolvem países como China, Rússia e Estados Unidos. “Precisamos colocar este mundo em ordem, que está prestes a se transformar em um campo único de batalha”, afirmou o presidente, que enfatizou a prioridade de um diálogo construtivo entre as nações. Ele revelou ter solicitado a seus “amigos” globais – Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron – que convocassem uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para abordar a situação no Irã, apesar de não ter obtido a devida atenção a esse pedido.

Lula enfatizou a necessidade de uma reavaliação urgente da estrutura do Conselho de Segurança da ONU, alegando que sua composição atual é incompatível com a preservação da paz, dado que os cinco membros permanentes são também os maiores produtores de armamentos. Isso incluiu críticas diretas a intervenções militares realizadas por esses países ao longo da história, como as ocorridas na Líbia e no Iraque.

Na mesma conversa, o presidente brasileiro foi questionado sobre uma eventual ajuda energética ao governo cubano, revelando que, apesar das boas relações com a ilha caribenha, não enviou petróleo em razão do impacto que isso teria sobre a Petrobras e sua listagem em Wall Street. Contudo, ele se comprometeu a enviar medicamentos e alimentos, destacando a importância de ajudar Cuba a se tornar independente do petróleo.

Sobre sua candidatura para as eleições presidenciais, Lula não confirmou sua intenção de reeleição, mas indicou que está se preparando para o processo, enfatizando seu compromisso com a democracia e o respeito pelo resultado das eleições. Ele reafirmou a necessidade de um Brasil democrático e acolhedor, contrapondo-se às ideologias de direita que, segundo ele, apenas promovem o ódio.

Este pronunciamento de Lula ocorreu momentos antes de um giro europeu que inclui visitas a Espanha, Alemanha e Portugal, e destaca a busca do presidente por fortalecer laços internacionais e abordar questões prementes da política mundial.

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