Lula critica Trump e o uso excessivo de celulares: “Governar o mundo pelo Twitter é fantástico, mas não respeitoso.”

Em uma visita ao Rio Grande do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não hesitou em criticar o estilo de governança do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante um evento em Rio Grande, Lula comentou sobre a presença marcante das redes sociais na política atual, em especial o uso do Twitter por Trump, que, segundo ele, tem buscado conduzir sua liderança global por meio dessa plataforma digital.

Lula fez uma observação contundente sobre a forma como Trump se comunica com o mundo, afirmando que “quer governar o mundo pelo Twitter”. Para o presidente brasileiro, essa maneira de conduzir a política é não apenas inusitada, mas também insuficiente para estabelecer um diálogo respeitoso e direto com o povo. “No meu gabinete, é proibido entrar com celular”, afirmou em tom de crítica, reforçando sua crença de que a comunicação presencial é essencial.

O ex-metalúrgico destacou que a prática de se comunicar apenas pelas redes sociais distancia os líderes de seus cidadãos, dificultando um contato verdadeiro e respeitoso. “É fantástico, todo dia ele fala alguma coisa e o mundo também fala uma coisa. É possível eu tratar o povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês?”, questionou Lula aos presentes, demonstrando sua preocupação com a superficialidade que a tecnologia pode trazer para a política.

Essa crítica ao uso excessivo de celulares e à dependência de redes sociais se tornou um tema recorrente nos discursos de Lula, que frequentemente enfatiza a importância do contato humano e do diálogo direto. Para ele, a política não deve ser reduzida a mensagens curtas e postagens instantâneas, mas sim caracterizada por conversas significativas e a construção de relacionamentos sólidos.

A declaração de Lula ressalta uma visão mais tradicional da política, onde o encontro pessoal e a interação direta são valorizados em detrimento da comunicação virtual, uma perspectiva que certamente ressoa com muitos cidadãos que anseiam por uma conexão mais autêntica com seus líderes.

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