Além de criticar a postura militarista dos EUA, o presidente brasileiro abordou a questão da herança da escravidão, que durou 350 anos, empenhando-se em encontrar formas de retribuição por meio do conhecimento e da assistência a nações africanas. “Não podemos pagar em dinheiro, mas podemos compartilhar nosso conhecimento”, afirmou. Lula sugeriu a criação de convênios entre universidades brasileiras e instituições africanas para a formação agrícola, uma proposta que visa fortalecer os laços entre o Brasil e os países do continente africano.
Outro ponto relevante discutido por Lula foi o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, em que ele manifestou sua insatisfação com a incredulidade de alguns setores europeus em relação à qualidade dos produtos brasileiros. “Esse temor é de gente ciumenta que não reconhece a capacidade do Brasil. Nosso objetivo não é desmantelar os produtos deles, mas fomentar uma política de complementaridade”, explanou.
O evento também foi marcado pela presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, que anunciou planos de expansão internacional da empresa, incluindo um novo escritório em Gana. Massruhá reforçou a importância da segurança alimentar no cenário global e a necessidade de se atender à crescente demanda por alimentos. A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiavelli, destacou a diversidade da produção rural brasileira, reconhecendo o papel fundamental dos pequenos produtores e da agricultura familiar.
A Feira Brasil na Mesa celebrou os 53 anos da Embrapa e apresentou um balanço social que indicou um lucro social de R$ 124,76 bilhões em 2025, além da criação de 132 mil novos empregos. O evento se configura como um momento não apenas de celebração, mas de reafirmação do compromisso do Brasil em se tornar uma potência no setor agrícola e um colaborador essencial no desenvolvimento sustentável global.







