O presidente destacou a importância do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, enfatizando que essa parceria traria mais negociações e investimentos, gerando novos empregos e oportunidades. Ele argumentou que, apesar das críticas direcionadas à sustentabilidade da agricultura brasileira, o Brasil tem alcançado progressos significativos na preservação ambiental.
Lula mencionou dados concretos em sua defesa: “Nos últimos três anos, reduzimos o desmatamento da Amazônia em 50% e no Cerrado em 32%”, sublinhando o compromisso do país com a proteção de seus biomas. Essa afirmação serviu como uma resposta às alegações de que a produção agrícola brasileira não é sustentável.
Além disso, o presidente sublinhou que o Brasil pode auxiliar a União Europeia a reduzir seus custos de energia e avançar na descarbonização da indústria. Para isso, ele destacou a importância de que as regras europeias levem em consideração a matriz energética limpa brasileira, que é fundamental para processos produtivos mais sustentáveis.
No que diz respeito aos recursos minerais, Lula enfatizou que, mesmo com apenas 30% de seu potencial mineral mapeado, o Brasil é detentor da maior reserva de nióbio do mundo, além de significativas reservas de grafita, terras raras e níquel. Ele reiterou que o país não se limita a ser um exportador de commodities, mas busca parcerias internacionais que agreguem valor e promovam a transferência de tecnologia.
Por fim, Lula abordou a questão do impacto do conflito no Oriente Médio sobre o Brasil, afirmando que o país está relativamente imune às consequências, graças às políticas governamentais eficazes e à sua robusta produção de hidrocarbonetos. “Nós não estamos sofrendo o aumento do preço do petróleo como muitos países, pois apenas 30% do óleo diesel que consumimos é importado”, disse, destacando a resiliência econômica brasileira em tempos de crise global.
