Lula critica Projeto de Lei da Dosimetria e compara Bolsonaro a “cachorro louco” que ameaça a democracia brasileira; defende veto e punição severa.

Na última sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou seu espaço na mídia para externar preocupações sérias sobre o Projeto de Lei da Dosimetria, que visa a redução das penas para aqueles envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Em uma entrevista à TV Aratu, uma afiliada do SBT na Bahia, Lula traçou comparações contundentes ao se referir ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), descrevendo-o como um “cachorro louco” que, segundo ele, representa uma ameaça latente à democracia brasileira.

A crítica de Lula se intensificou ao mencionar a possibilidade de soltura de Bolsonaro, argumentando que tal decisão poderia ter consequências devastadoras para a estabilidade democrática. “Você acha que, se tiver um cachorro louco e soltá-lo, ele vai ficar mais manso? Ele vai morder alguém”, disse o presidente, fazendo alusão ao passado de Bolsonaro, que, segundo ele, tentou desmantelar a democracia no país.

Além disso, Lula não se esquivou de abordar a condenação de Bolsonaro a impressionantes 27 anos e três meses de prisão, revelando que o ex-presidente estava supostamente envolvido em um plano para assassinar altos mandatários, incluindo ele mesmo, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF, Alexandre de Moraes. “Esse cidadão tinha um plano para matar o Lula, o Alckmin e o Alexandre de Moraes”, enfatizou, reforçando a gravidade das ações atribuídas a Bolsonaro.

Com relação ao projeto de lei, Lula reafirmou sua decisão de vetá-lo completamente e alertou que, caso o Congresso decida derrubar seu veto, a responsabilidade será dos parlamentares. “Eu fiz o meu papel, vetei porque não concordo. Esse cidadão tem que ficar preso”, declarou com firmeza. Para ele, uma eventual liberação de Bolsonaro não apenas desmoralizaria o Supremo Tribunal Federal, mas também poderia abrir precedentes perigosos para anistias que, segundo Lula, só deveriam ser discutidas em um contexto muito mais distante.

Vale ressaltar que o veto total ao PL da Dosimetria foi uma ação tomada por Lula no dia 8 de janeiro, que por coincidência assinala dois anos dos ataques aos Três Poderes, quando o presidente enfatizou a importância de assegurar penalizações apropriadas para os responsáveis pelos atos antidemocráticos. A postura do presidente reflete não só sua preocupação com a segurança da democracia, mas também um apelo à responsabilidade dos legisladores em momentos críticos da política nacional.

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