O presidente questionou os benefícios que a privatização trouxe ao povo brasileiro, indagando retoricamente: “O que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR Distribuidora? Com a venda da Liquigás? Hoje não temos controle. Não temos uma distribuidora para regular os preços.” Ao enfatizar essa fragilidade, Lula apontou que a falta de controle sobre os combustíveis impacta diretamente no cotidiano da população, aumentando a vulnerabilidade em um cenário econômico já delicado.
Além disso, o presidente criticou as tentativas de privatização da Petrobras, uma das maiores empresas do Brasil, que ocorreram durante governos anteriores ao seu. Lula reafirmou sua crença de que a Petrobras é um ativo do Estado brasileiro, destacando que várias tentativas de privatização foram feitas, mas ele permanece firme em sua posição de defender a empresa como patrimônio nacional.
Em um paralelo com a cultura, Lula alertou para o risco de que este setor siga o mesmo caminho da privatização. Ele recordou que, após o que chamou de “golpe da Dilma”, não foram criados novos Pontos de Cultura no Brasil, contrastando com os 4 mil estabelecidos durante seu governo anterior. Ele destacou que, atualmente, o país possui 16 mil Pontos de Cultura, enfatizando a importância desse suporte à diversidade cultural e à criação artística.
Dessa forma, Lula buscou reforçar sua visão sobre a necessidade de proteção dos ativos públicos e de um investimento sólido na cultura como forma de fortalecimento da identidade nacional e de resistência em tempos de crise.
