Lula critica obsessão da China por terras raras e menciona inveja de Trump sobre conhecimento mineral brasileiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantou questões interessantes durante uma recente reunião ministerial em Brasília, onde abordou a temática dos minerais críticos, com destaque especial para as terras raras. Em sua fala, Lula fez uma observação provocativa sobre a rivalidade entre os Estados Unidos e a China, sugerindo que a administração de Donald Trump demonstra um certo ressentimento em relação ao domínio chinês nessa área.

Segundo o presidente brasileiro, essa “obsessão” da China por monopolizar o conhecimento sobre os minerais essenciais, que são fundamentais para diversas tecnologias contemporâneas, é acompanhada por um desejo dos EUA de se aproximar deste conhecimento. Lula enfatizou que o Brasil, ao contrário do que muitos pensam, não é inexperiente no que se refere a esses recursos, afirmando que o país possui “capital intelectual e estrutura institucional” muito mais robustos do que se imaginava.

Durante a reunião, Lula sublinhou a necessidade de um direcionamento estratégico por parte do governo para que o Brasil possa se destacar no mercado global de terras raras. “Falta uma decisão política”, afirmou, destacando que é fundamental que haja uma visão clara sobre o que o governo deseja para o país e como isso pode ser integrado à proposta para a sociedade.

Com 23% das reservas de terras raras do mundo, o Brasil apresenta um potencial significativo nesse setor, apenas atrás da China, que controla entre 35% e 40% dessas reservas. Atualmente, o Brasil possui cerca de 21 milhões de toneladas de terras raras, enquanto a China detém aproximadamente 44 milhões de toneladas.

Neste contexto, tramita no Senado a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), que prevê a criação de um fundo garantidor e a disponibilização de até R$ 5 bilhões em crédito tributário para fomentar o processamento de minérios no Brasil. A implementação desta política pode representar um passo importante para que o Brasil não apenas reconheça seu potencial, mas também capitalize suas vastas reservas de terras raras, inserindo-se de forma mais competitiva nesta nova ordem econômica global, que tem cada vez mais valorizado esses minerais essenciais.

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