Lula aproveitou a ocasião para criticar a falta de ação da Organização das Nações Unidas (ONU) em responder a crises internacionais. Ele enfatizou que, enquanto a ONU teve a determinação necessária para criar o Estado de Israel, não demonstrou a mesma força para garantir os direitos do povo palestino, incluindo a manutenção de terras demarcadas. “A democracia que precisamos discutir aqui é sobre se o mundo continuará como está ou se buscaremos mudanças”, afirmou o presidente brasileiro.
A edição desse ano do fórum ocorre em um contexto de intensas tensões internacionais, com conflitos armados, especialmente no Oriente Médio, e rivalidades políticas entre grandes potências. Lula abordou a necessidade urgente de cooperação entre governos que se comprometem com a estabilidade democrática. Ele também fez uma crítica ao poder de imposição das grandes potências, destacando que “nenhum presidente tem o direito de impor regras a outros países”.
Além disso, Lula condenou vários conflitos ao redor do planeta, ressaltando que ações unilaterais que não respeitam fóruns de discussão internacional não promovem a democracia. Ele enfatizou que a ONU deve ser mais vocal diante desses acontecimentos, fazendo uma analogia entre guerras e o impacto sobre os mais pobres. Para Lula, enquanto existirem pessoas passando fome, o mundo não pode arcar com a carga de conflitos.
O presidente também abordou os desafios que a democracia enfrenta, dentre eles a regulação das redes sociais, que frequentemente espalham desinformação. Ele fez um chamado ao fortalecimento de organismos multilaterais como G20, UNASUL e CELAC, ressaltando que essas entidades costumam depender mais de suas lideranças do que dos Estados em si.
Lula expressou uma preocupação particular com a situação de Cuba, defendendo que as dificuldades enfrentadas pela ilha são uma questão a ser resolvida pelos cubanos, e não por líderes externos. Ele pediu o fim do embargo imposto a Cuba, afirmando que é inadmissível ficar em silêncio diante de tal injustiça.
Logo antes do fórum, Lula participou da 1ª Cúpula Brasil-Espanha, um encontro focado em reforçar a parceria bilateral, onde foram discutidas áreas estratégicas de cooperação entre os dois países. Com esse encontro, Lula reafirmou seu compromisso com a democracia e a diplomacia internacional.







