Lula critica guerra entre EUA e Irã: “Uma insensatez que poderia ser resolvida sem mortes”

Em uma declaração contundente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou a guerra entre os Estados Unidos e o Irã como uma “insensatez” durante uma conversa com jornalistas, nesta terça-feira. Ele ressaltou que a situação atual poderia ter sido evitada, enfatizando que os Estados Unidos, com sua reconhecida força, não necessitam demonstrar poderio a todo momento.

“Essa é a guerra da insensatez. Não precisaria ter acontecido. Os americanos são reconhecidamente um país que tem muita força, não precisa ficar demonstrando força todo dia”, afirmou Lula, antes de embarcar para Portugal. O presidente brasileiro criticou a escalada de tensões que resultou em conflitos e apontou a necessidade de abordagens mais pacíficas. Para ele, muitas situações podem ser resolvidas através do diálogo, sem a perda de vidas ou o uso de armamentos. “Muita coisa poderia ser resolvida sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentado numa mesa de negociação”, completou.

Lula recordou um momento passado, referindo-se à “Declaração de Teerã”, um acordo intermediado pelo Brasil e pela Turquia em 2010, que buscava solucionar o impasse nuclear envolvendo o Irã. Segundo ele, o acordo, que poderia ter trazido um resultado positivo para as relações internacionais, não foi aceito nem pelos Estados Unidos nem pela União Europeia. “Os Estados Unidos não aceitaram nem a União Europeia. Então, eles estão pagando pela insensatez de um acordo que resolveria o problema”, destacou.

Após essas declarações, Lula seguiu para Portugal, onde se encontra para cumprir as etapas finais de sua viagem pela Europa. Entre os compromissos na agenda do presidente, destacam-se reuniões de trabalho com o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, no Palácio de São Bento, e um encontro com António José Seguro, presidente da República Portuguesa, no Palácio de Belém. Essa visita marca um importante momento nas relações bilaterais e reforça o papel do Brasil no cenário internacional.

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