Durante sua fala, Lula criticou abertamente o bombardeio em Gaza, liderado por Israel sob a gestão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, reconhecendo a devastação que a região enfrenta. Em um desabafo contundente, ele declarou: “Não haverá paz nas cidades se não houver paz no mundo”, sublinhando que a continuação de conflitos armados impacta diretamente a vida nas cidades, afetando especialmente as populações mais vulneráveis.
O presidente utilizou sua plataforma para falar sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Nacional, que tem enfrentado resistência de alguns líderes regionais, mas que ele acredita ser essencial para assegurar a proteção e a estabilidade no Brasil. Lula destacou a situação das mulheres negras que vivem em áreas afetadas pela violência urbana, ressaltando que esses grupos frequentemente são as principais vítimas da desigualdade e da guerra em ambientes citadinos, onde as taxas de mortalidade são alarmantes.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, iniciou a plenária, reconhecendo os efeitos globais dos conflitos e expressando a esperança de que esses se extingam. Paes também fez a entrega a Lula de um memorando com propostas discutidas durante o evento, reforçando a importância de um diálogo adequado entre os mandatários.
O presidente chileno, Gabriel Boric, que também participou do encontro, abordou a urgência de se criar cidades mais integradas e sustentáveis, enfatizando a cooperação internacional para a implementação de políticas capazes de enfrentar problemas ambientais urgentes.
O evento não apenas proporcionou uma plataforma para discutir a segurança nas cidades, mas também para refletir sobre a necessidade de reformas nos organismos internacionais, conforme mencionado pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, que destacou o papel do país no combate à fome e a importância de uma governança global que responda mais efetivamente aos desafios contemporâneos.





