O presidente brasileiro optou por não comentar a decisão da Suprema Corte dos EUA, que suspendeu a aplicação de tarifas de retaliação por parte do governo Trump. As novas tarifas, embora tecnicamente não tenham um impacto direto nas exportações brasileiras, afetam todos os países em geral. Lula sublinhou que determinados setores do governo americano parecem relutantes, o que torna essencial a negociação direta entre os dois líderes.
Ele enfatizou a importância do diálogo para restaurar a normalidade nas relações Brasil-EUA. “Estou convencido de que, no diálogo, a relação Brasil-EUA voltará à normalidade. Ambos têm interesse. Se algum produto brasileiro for taxado, isso pode gerar inflação nos Estados Unidos e prejudicar o povo americano, e eles sabem disso”, disse. Lula também se posicionou contra uma nova Guerra Fria e defendeu relações igualitárias com todos os países, sem preferências.
Na mesma ocasião, Lula reiterou a relevância da cooperação no combate ao crime organizado como uma de suas prioridades. Ele mencionou que em suas viagens internacionais, tem acompanhado o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir esse tema. Lula já havia solicitado, em uma conversa anterior com Trump, que os EUA enviassem de volta ao Brasil indivíduos ligados ao crime, especialmente aqueles envolvidos no contrabando de gasolina. Ele afirmou que o país está comprometido em liderar esforços para eliminar o narcotráfico, ressaltando sua disposição em apoiar ações que combatam a corrupção.
A visita à Índia foi classificada por Lula como “um marco nas relações” com o país asiático. Ele destacou a importância da parceria estratégica firmada com o primeiro-ministro Narendra Modi e a assinatura de acordos nas áreas de mineração e tecnologia digital. Nessa ótica, Lula ponderou que, ao negociar com a Índia, está se afastando da dinâmica colonial, buscando um relacionamento baseado na igualdade e no respeito mútuo. “Com a Índia, somos dois países necessitados; ninguém é superior ao outro”, concluiu.







