Para Lula, a ação dos EUA exemplifica um padrão preocupante de desrespeito às instituições multilaterais que foram estabelecidas após a Segunda Guerra Mundial. Ele criticou a crescente tendência em que as grandes potências, ao privilegiarem ações unilaterais, minam a aplicação equitativa das regras internacionais. Em sua análise, o presidente enfatiza que a aplicação seletiva das normas conduz a um estado de anomia, que afeta tanto a estabilidade dos Estados quanto a saúde do sistema internacional como um todo.
O presidente brasileiro destaca a gravidade do fato de que tais intervenções aconteçam em uma região que historicamente valoriza a autodeterminação e a soberania, como é o caso de muitos países da América Latina e do Caribe. Além disso, Lula alerta que essas movimentações não apenas aumentam a incerteza política, mas também têm impactos diretos em questões como comercialização e fluxos migratórios.
Além de criticar incidentes de força, Lula também defende a responsabilização de líderes por violações democráticas, embora se oponha a que um único país assuma a função de juiz. Ele argumenta que as ações unilaterais, como as promovidas pelos EUA, tendem a agravar a instabilidade nas relações internacionais e a dificultar a luta contra o crime organizado.
Em um contexto paralelo, Lula actuou como um defensor do multilateralismo, promovendo o recente Acordo Mercosul–União Europeia. Este pacto, segundo ele, simboliza uma resposta à polarização do comércio global e ressalta a necessidade de colaboração e interdependência entre nações. O presidente sugere que o acordo pode criar novas oportunidades econômicas, sinalizando um compromisso com práticas comerciais justas que beneficiam todos os envolvidos, ao invés de alimentar disputas entre potências.
A posição de Lula reflete um apelo por um mundo mais equilibrado, onde as nações possam cooperar em vez de se confrontar, reafirmando que o futuro deve ser construído coletivamente, baseando-se em princípios de respeito mútuo e autodeterminação.






