Durante sua estadia, Lula realizará reuniões bilaterais com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, e assinará um importante acordo de cooperação e facilitação de investimentos. Esse acordo visa estabelecer regras de proteção mútuas para os investimentos de ambos os países, criando um clima de segurança jurídica que deverá estimular a circulação de capital produtivo de maneira mais eficiente entre Brasil e Panamá. Este é um passo significativo, considerando que o comércio bilateral já havia mostrado um crescimento expressivo de 78% no último ano, atingindo a cifra de US$ 1,6 bilhão, em boa parte impulsionado pelas exportações de petróleo e seus derivados do Brasil.
Adicionalmente, o Brasil se apresenta como convidado de honra do fórum, onde Lula será o segundo orador, após o anfitrião Mulino. O evento reunirá líderes de diversos países, incluindo Bolívia, Equador, Chile, Barbados e Jamaica, destacando a importância da integração regional e a busca por um comércio mais robusto entre nações latino-americanas. O Itamaraty observa que essa aproximação com o Panamá é um componente de um esforço maior para ampliar mercados e fortalecer laços comerciais e diplomáticos.
A posição geográfica do Panamá é considerada estratégica, especialmente por ser um ponto de conexão significativo para as exportações brasileiras, que movimentam quase sete milhões de toneladas anualmente pelo Canal do Panamá. Paralelamente, o Aeroporto de Tocumen, com sua alta taxa de movimentação de passageiros, atua como um núcleo de interconexões entre a América Central, Caribe e partes da América do Sul.
Outro aspecto relevante a ser discutido é a associação do Panamá ao Mercosul, sendo este o primeiro país da América Central a se juntar ao bloco. Essa nova dinâmica oferece oportunidades tanto para o Panamá quanto para o Brasil, indicando um potencial avanço nas negociações comerciais que podem beneficiar a região como um todo.
