De acordo com informações, o projeto será apresentado em um formato conciso, o que diminuiria a possibilidade de alterações durante o trâmite no Congresso. Isso é visto como uma estratégia pelo governo, que acredita que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) poderia ser manipulada por pressões externas, principalmente do setor empresarial, que se opõe à diminuição da jornada de trabalho.
O governo tem pressa em aprovar a proposta ainda no primeiro semestre do ano, uma vez que a aceitação do projeto pode ser utilizada por políticos como uma “carta eleitoral”, atraindo votos em um contexto em que a proposta conta com significativa aprovação popular. Pesquisas recentes revelam que 71% dos eleitores são a favor do fim da atual escala de 6×1, incluindo apoio até mesmo de grupos historicamente considerados adversários do governo, como bolsonaristas (55%) e eleitores evangélicos (67%).
A urgência constitucional confere um prazo de 45 dias para que tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado deliberem sobre a proposta. Se as duas casas não apreciarem o projeto nesse período, a pauta do Congresso poderá ficar estagnada, o que representa um risco significativo para os parlamentares que desejam manter seus compromissos de agenda. O sucesso da proposta pode mudar de forma substancial o panorama das relações trabalhistas no Brasil, refletindo tanto as demandas da população quanto os desafios enfrentados por muitos trabalhadores no dia a dia.





