Entre as principais ações do pacote, destacam-se a expansão de programas sociais que já existem, a concessão de subsídios para o gás de cozinha, a redução de tributos e estímulos direcionados ao consumo. Essas medidas têm como objetivo melhorar o poder de compra das famílias de baixa e média renda, grupos que, em sua maioria, representam uma parcela significativa do eleitorado. Ao implementar essas políticas sociais, o governo busca aumentar a popularidade de suas iniciativas, atraindo assim o voto de uma base mais ampla.
No entanto, a proposta não escapa à crítica. Especialistas e opositores alegam que a destinação de recursos públicos para ações que possuam um viés eleitoral pode favorecer desproporcionalmente a campanhas políticas, especialmente em um ano de eleições presidenciais. Essa oposição argumenta que um aumento nas transferências financeiras e benefícios diretos não apenas fortalece a base de apoio do presidente, mas também pode criar um ambiente menos competitivo para os candidatos adversários, que enfrentam o desafio de se destacar em meio a um cenário de forte investimento em assistência social.
Os defensores do pacote, por sua vez, sustentam que essas iniciativas são necessárias em um contexto de necessidade social e econômica, proporcionando alívio às famílias que enfrentam dificuldades. Enquanto isso, o governo promete que as ações visam, antes de tudo, promover justiça social e inclusão, sem perder de vista a perspectiva eleitoral que se aproxima. Assim, a expectativa é que essas políticas não apenas transformem a vida cotidiana de milhões, mas também coloquem Lula como um protagonista nas discussões políticas do próximo pleito.
