Em sua fala, Lula declarou: “A gente não tem soberania nacional porque a gente faz discurso. O mundo não escuta sua palavra”, enfatizando que o Brasil precisa estar preparado para afirmar sua independência e capacidade de decisão. Durante o evento, o presidente criticou a instabilidade orçamentária que tem prejudicado o programa de submarinos desde sua retomada, mencionando sua visita ao CINA em 2007, quando havia aprovado um investimento de R$ 1,4 bilhão, que, segundo ele, não solucionou os problemas enfrentados até hoje.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, apresentou os investimentos que estão sendo feitos, totalizando R$ 239 milhões em três áreas estratégicas, incluindo um projeto focado em análises de segurança nuclear. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, ressaltou a importância do programa, que gera cerca de 63 mil empregos e envolve mais de 900 empresas, alertando que a falta de continuidade no financiamento pode comprometer as capacidades tecnológicas já estabelecidas.
O submarino nuclear é um símbolo crucial para a defesa e autonomia do Brasil, considerando que essa tecnologia permite que a embarcação permaneça submersa indefinidamente, garantindo também uma velocidade operacional significativa. Atualmente, apenas seis países possuem submarinos nucleares, sendo que cinco deles integram o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas: França, Reino Unido, Estados Unidos, Rússia e China, enquanto a Índia é o sexto.
Lula reafirmou que o desenvolvimento do submarino é vital não só para a soberania, mas também para a inovação tecnológica no país e para a criação de empregos qualificados. “É importante que a gente tenha tecnologia para dar e para vender”, concluiu, sublinhando que o enriquecimento de urânio para fins pacíficos e sua comercialização também são objetivos do programa nuclear brasileiro.
