Os leilões em questão resultaram na venda de aproximadamente 70 mil toneladas de GLP, o que representa cerca de 11% das vendas previstas pela Petrobras para abril, a preços superiores aos estabelecidos na tabela oficial da companhia. Essa manobra poderia significar um aumento de até R$ 39,40 no preço do botijão de 13 kg, o que geraria um impacto significativo para os consumidores. Em algumas regiões, como na refinaria de Duque de Caxias, os preços alcançaram um acréscimo de 117% sobre o valor base.
Desde novembro de 2024, o preço do gás de cozinha estava congelado, mas a mudança trazida por tais leilões pode afetar diretamente o programa Gás do Povo, que visa garantir o acesso a combustíveis a preços baixos. Ademais, com a escalada dos conflitos no Oriente Médio, os preços internacionais dos combustíveis sobem, pressionando o mercado interno.
Atualmente, um botijão de GLP de 13 kg é vendido em média por R$ 109,91, segundo dados da ANP. O presidente reiterou que a população não deveria pagar por crises internacionais e reforçou que os aumentos de diesel e outros combustíveis não seriam uma opção.
Lula também ressaltou as ações do governo no sentido de mitigar os efeitos da volatilidade nos preços e anunciou esforços de fiscalização mais rigorosos para combater práticas abusivas. Entre as medidas adotadas, destaca-se a isenção das alíquotas de PIS e Cofins para o diesel e uma proposta de subvenção para o mesmo, com um custo potencial para os cofres públicos de cerca de R$ 3 bilhões.
Além disso, o presidente mencionou planos para a reintegração de ativos, como a possível recompra da Refinaria de Mataripe na Bahia, privatizada em 2021. A gestão anterior da Petrobras, sob o governo Bolsonaro, priorizou a exploração e produção de petróleo, deixando de lado a distribuição. Lula criticou essa decisão, alegando que, se a BR Distribuidora estivesse sob controle estatal, o impacto dos aumentos de preços seria mitigado.
Em meio a um cenário de instabilidade e pressão sobre os precios, Lula reafirma seu compromisso em proteger os mais pobres, prometendo medidas efetivas para que os efeitos de crise externa não sejam transferidos à sociedade brasileira. Essa abordagem, segundo ele, é fundamental para garantir que os desafios internacionais não afetem a economia e a qualidade de vida da população.





