Lula alerta PT sobre risco de ruína política em aniversário de 46 anos do partido e critica aprovação de orçamento com emendas parlamentares.

No último sábado, 7 de fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Salvador para marcar o 46º aniversário do Partido dos Trabalhadores (PT). A celebração não foi apenas uma festa, mas também serviu de palco para críticas contundentes por parte de Lula às direções internas do partido. Em seu discurso, ele fez um apelo para que o PT não se deixe levar pela mesma lógica política que atualmente impera na direita, marcada por práticas muitas vezes associadas à corrupção e ao uso indiscriminado do dinheiro.

Lula destacou o que considera uma grave falha da legenda: a aprovação do Orçamento de 2026, que contempla R$ 61 bilhões destinados a emendas parlamentares em votação simbólica realizada pelo Congresso em dezembro passado. Segundo ele, essa decisão deve ser objeto de uma reflexão crítica dentro do partido. “Vocês têm a obrigação de não deixar que o partido vá para a vala comum da política desse país”, enfatizou, ressaltando a necessidade de um autoexame dos líderes e filiados.

O presidente expressou saudade de tempos em que as campanhas eram sustentadas por meio de ações mais honestas e espontâneas, como a venda de camisetas e outros itens. “A política apodreceu. A direita não quer que sejamos piores do que eles, mas que sejamos iguais”, lamentou. Com essas palavras, Lula reforçou a urgência de o PT se revitalizar e se posicionar de forma diferente em relação ao que ele vê como uma degradação dos princípios que fundamentaram a fundação do partido.

Ele argumentou que o fortalecimento do PT não deve girar em torno de sua figura, mas sim do partido enquanto instituição. “É o partido que tem que ser forte, não é o Lula. O Lula é uma pessoa física; vocês são uma pessoa jurídica que não pode acabar”, advertiu, enfatizando a importância do coletivo.

Com essas declarações, Lula não só comemorou os 46 anos do PT, mas também lançou um desafio à militância: repensar suas práticas e a direção futura para evitar que a sigla se dilua em um cenário político cada vez mais adverso. A necessidade de renovação e de um compromisso real com as bases ideológicas do partido se colocou como um imperativo em um momento em que a política brasileira busca novos rumos.

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