Lula destacou que as intervenções externas não apenas desestabilizam a soberania dos Estados latino-americanos, mas também trouxeram retrocessos históricos significativos. Ao condenar o uso da força como método político, ele enfatizou a necessidade de um compromisso renovado com a diplomacia e o diálogo entre as nações da América Latina. Em sua visão, a ausência de uma postura mais firme por parte das lideranças locais reflete uma falta de “convicção” e determinação para se contrabalançar as pressões externas.
Durante sua intervenção, o presidente brasileiro fez um aceno ao esforço de seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, que tem se mostrado ativo na busca por soluções pacíficas e diplomáticas para os conflitos regionais. No entanto, mesmo em meio às críticas direcionadas aos Estados Unidos, Lula fez um reconhecimento sobre momentos em que o país atuou como parceiro, lembrando da política de boa vizinhança proposta por Franklin Roosevelt. Essa dualidade nas relações diplomáticas evidencia a complexidade das interações entre países da América Latina e potências globais.
Ao abordar questões sociais, o presidente afirmou que, enquanto a fome e a desigualdade persistirem, deve haver um esforço conjunto das nações latino-americanas para enfrentar esses desafios. Em seu discurso, Lula reafirmou que o caminho escolhido pelo Brasil é o da democracia, da paz e de uma integração regional que priorize o bem-estar das populações, em vez de fomentar divisões e tensões. Essa proposta aponta para uma nova era de cooperação entre os países da região, que podem se unir em prol de objetivos comuns, superando as interferências externas.
A mensagem de Lula ressoa em um momento crítico para a América Latina, que se vê desafiada a encontrar soluções autênticas para os problemas que afligem seus cidadãos, sem deixar que intervenções externas definam seu futuro.






