Lula observou que a China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil, uma mudança atribuída ao que ele considera um abandono por parte dos Estados Unidos. Ele afirmou estar “muito tranquilo” em relação ao futuro da parceria bilateral, negando a ideia de subordinação e enfatizando que ninguém respeita aqueles que se colocam em uma posição de “lambe-botas”.
Em relação à situação global, o presidente comentou sobre os impactos da guerra no Irã sobre a economia, destacando que o Brasil se apresenta como menos vulnerável aos efeitos dessa crise, uma vez que o país é autossuficiente em petróleo bruto, embora ainda dependa de importações de alguns derivados.
Durante o evento, também foi anunciado um pacote de cerca de R$ 130 bilhões para investimentos em distribuição de energia elétrica, que beneficiarão 16 distribuidoras em 13 estados até 2030. As novas normas visam modernizar o setor elétrico e melhorar o acesso à energia, com um foco claro na satisfação do consumidor e na qualidade dos serviços.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apresentou planos para renovar contratos com diversas distribuidoras, menos a Enel, e sublinhou a criação de novas exigências que aumentarão a responsabilidade das empresas com os consumidores. O governo espera que os investimentos em infraestrutura energética gerem mais de 100 mil empregos e promovam a capacitação de 30 mil profissionais.
Lula criticou empresas do setor que não cumpriram seus compromissos e reafirmou que uma parceria eficaz entre Estado e iniciativa privada é possível e benéfica. Ele ressaltou a necessidade de evitar apagões no Brasil, prometendo estabilidade energética e a integração de novas tecnologias no futuro da matriz energética do país.





