Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski são vice-campeãs em Wimbledon, e Brasil permanece sem títulos em duplas femininas há 60 anos.

Na manhã deste domingo, 12 de julho, a brasileira Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski protagonizaram um confronto emocionante, mas lamentavelmente infrutífero na final de duplas femininas de Wimbledon. A dupla foi derrotada pelas adversárias Guo Hanyu, da China, e Kristina Mladenovic, da França, com um placar de 2 sets a 0, em parciais de 6/3 e 7/5.

Esta derrota se torna um marco significativo, pois mantém o jejum de títulos do Brasil na competição por duplas femininas, que já dura 60 anos. O último triunfo brasileiro nessa categoria ocorreu em 1966, quando a lendária Maria Esther Bueno, um dos maiores ícones do tênis nacional, conquistou seu quinto título. Em contraste, o cenário para os homens apresenta um histórico diferente, com Marcelo Melo vencendo em 2017 ao lado do polonês Lukasz Kubot.

Kristina Mladenovic, atualmente a 32ª colocada no ranking de duplas da WTA, celebrou sua primeira conquista em Wimbledon e o sétimo título em Grand Slam geral. Por sua vez, Guo Hanyu, que ocupa a 22ª posição, conquistou seu primeiro Slam na carreira, destacando a importância desse momento para ambas as jogadoras.

Para Luisa Stefani, a final representou uma ocasião única, sendo sua primeira decisão em um Grand Slam nas duplas femininas. Contudo, a jogadora paulista já havia experimentado a alegria da vitória, junto a Rafael Matos, ao vencer o título de duplas mistas no Australian Open de 2023.

A companheira Gabriela Dabrowski, por outro lado, agora soma seu terceiro vice-campeonato em Wimbledon. A canadense possui dois títulos de Grand Slam em duplas femininas no US Open, ao lado da neozelandesa Erin Routliffe, além de conquistas em duplas mistas em Roland Garros e no Australian Open.

Após a partida, Luisa expressou sua decepção e parabenizou as adversárias, reconhecendo que a dupla não funcionou como esperado. “Foi nossa primeira temporada de grama juntas e foi muito divertido jogar com a Gaby. Infelizmente, não aproveitamos as chances que tivemos”, refletiu a atleta, que agora ocupa a quarta colocação no ranking de duplas. Essa experiência, embora desafiadora, poderá servir como um impulso para novas conquistas no futuro.

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