A principal razão por trás de suas duras críticas é um plano que previa a criação de uma empresa para gerenciar os direitos comerciais da FIFA e de competições como a Copa do Mundo, com a intenção de atrair investidores privados. Figo não apenas se opõe à ideia, mas também questiona a falta de clareza e transparência em torno da proposta. Ele levanta um ponto pertinente: se o projeto tinha tanto valor, por que não foi formalmente apresentado às federações durante a Copa do Mundo, quando os representantes estavam reunidos e disponíveis para discussão?
Além disso, Figo criticou a falta de informações amenas às associações sobre o que implicaria uma possível venda parcial dos direitos comerciais da Copa do Mundo. Ele alertou que, uma vez que esses direitos sejam vendidos, eles desaparecerão para sempre, privando futuras gerações da propriedade do torneio.
Suas acusações não se restringem apenas ao projeto de negócios. Figo também menciona a maneira como a FIFA conduziu processos disciplinares e como diversas decisões têm favorecido aliados políticos de Infantino. Em adição, ele cita o príncipe Ali bin Al Hussein, presidente da Federação Jordaniana de Futebol, que já havia denunciado práticas de “chantagem” dentro da entidade para manter a liderança de Infantino.
Figo é enfático ao afirmar que a FIFA possui recursos financeiros suficientes para investir no desenvolvimento do futebol, infraestrutura e capacitação de treinadores, sem a necessidade de depender de investidores externos. No término de sua crítica feroz, ele conclui que Infantino desonrou o cargo que deveria elevar, reiterando o apelo por sua saída. Para o ex-jogador, “talvez seja tarde para salvar sua dignidade, mas ainda há tempo para salvar o futebol”.
Com um discurso contundente e apaixonado, Figo destaca a urgência de uma mudança na administração da FIFA, em um momento em que a credibilidade da entidade enfrenta desafios significativos.





