A recusa de Ludmilla está intimamente relacionada a um episódio que marcou sua história e a do SBT. Em 2017, Marcão do Povo, um apresentador do canal, fez comentários racistas ao se referir à artista de maneira pejorativa durante uma transmissão ao vivo. A declaração gerou um processo judicial movido por Ludmilla, que se sentiu profundamente ofendida e atacada pela declaração do jornalista.
A polêmica voltou a ganhar força em janeiro de 2026, quando Marcão do Povo entrou com uma ação contra Ludmilla. O apresentador defendeu que havia sido absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2024 e registrou uma queixa-crime contra a cantora, que reafirmou a acusação de racismo. Ludmilla, por sua parte, argumentou que a suposta absolvição se tratava de uma manobra processual, reiterando que o ato racista foi reconhecido por instâncias anteriores.
A posição da artista reflete uma compreensão crítica das dinâmicas institucionais por trás de emissoras de televisão e as consequências de manter figuras que promovem discursos racistas em seus quadros. Para Ludmilla, a continuidade de Marcão do Povo no SBT lança dúvidas sobre a sinceridade do canal em seu discurso contra o racismo e a discriminação racial.
Esse embate não apenas ilumina as tensões existentes entre figuras públicas e instituições de mídia, mas também destaca a importância do ativismo e da responsabilidade social no entretenimento. Ludmilla se posiciona como uma voz contundente contra a intolerância, reafirmando a necessidade de um compromisso genuíno das plataformas de comunicação na luta contra o racismo.
