Com um aumento de 10% nas receitas totais, que atingiram a marca de US$ 13 bilhões, a Latam se beneficiou do transporte recorde de passageiros e do transporte de carga. Ao longo do ano passado, a companhia aérea transportou 82 milhões de pessoas para 151 destinos em 27 países.
Um dos pontos de destaque foi o desempenho do segmento de carga, que apresentou uma “reviravolta positiva”, contribuindo com receitas de US$ 1,6 bilhão e um aumento de 12,2% em comparação a 2023. O CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, destacou a importância da gestão de custos para alcançar margens saudáveis e resultados financeiros positivos.
No entanto, Cadier ressaltou que o cenário para 2025 apresenta desafios, como alta volatilidade cambial, inflação em ascensão e possíveis impactos da reforma tributária. Mesmo diante desses desafios, a Latam demonstra otimismo em relação à sua capacidade de enfrentar tais adversidades, projetando receitas entre US$ 14 bilhões e US$ 14,5 bilhões para o ano.
O endividamento da companhia também foi um ponto de destaque no balanço, com o Ebitdar ajustado alcançando um nível recorde de US$ 3,108 bilhões e a redução da dívida líquida em relação ao Ebitda de 2,1 vezes em 2023 para 1,7 vez em 2024. A Latam encerrou o ano com uma dívida líquida de US$ 5,2 bilhões e liquidez de US$ 3,5 bilhões.
Com o refinanciamento de parte de sua dívida e a redução das despesas com juros, a Latam fortaleceu sua geração de caixa, gerando US$ 2,8 bilhões em fluxo de caixa operacional em 2024. Para 2025, a empresa projeta uma liquidez de US$ 3,9 bilhões e não enfrenta riscos de refinanciamento a curto prazo.
Em resumo, os resultados da Latam em 2024 refletem uma gestão eficiente dos recursos, um desempenho sólido nos segmentos de passageiros e carga, bem como uma postura otimista diante dos desafios previstos para o próximo ano.





