Hang argumentou que a redução da carga horária de trabalho resultaria em impactos diretos e severos na economia. Ele apontou que menos dias úteis implicariam em uma diminuição da produção, o que, por sua vez, acarretaria em custos mais elevados para as empresas e um número reduzido de vagas disponíveis no mercado. Em sua análise, ele previu um cenário onde as opções seriam limitadas: ou haveria uma queda no número de empregos formais ou um aumento nos preços dos produtos, refletindo a inevitabilidade das consequências negativas de tal mudança. “Milagre não existe”, enfatizou, reforçando sua posição diante da proposta.
A proposta de extinguir a escala 6×1 deverá ser discutida na Câmara dos Deputados em maio, conforme informações do presidente da Casa, Hugo Motta. Atualmente, existem duas Propostas de Emenda à Constituição em tramitação sobre esse assunto, sendo uma delas apresentada pela deputada Erika Hilton (PSol-SP) e a outra pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
Contudo, o tema gera um debate acalorado, dividindo opiniões e enfrentando resistência significativa por parte de vários setores empresariais e da economia. Um estudo realizado pelo economista Daniel Duque, do Centro de Liderança Pública (CLP), sugere que a eventual implementação da redução da jornada de trabalho poderia resultar na eliminação de mais de 600 mil postos de trabalho formais em todo o país. Essa perspectiva intensifica a pressão sobre o Congresso quanto à votação da proposta, tornando o cenário ainda mais desafiador para os legisladores envolvidos.
