O tabloide VG, um dos mais lidos da Noruega, fez questão de ressaltar que Lucas sempre se sentiu distinto durante sua infância e adolescência. A busca do esquiador por um significado mais profundo em sua carreira se traduz em sua vontade de inspirar outros a acreditarem em seus sonhos, mesmo diante das adversidades. O jornal enfatizou que, apesar do brilho das vitórias, Lucas também reconhece a necessidade de manter-se no auge de sua performance.
Por outro lado, o Afterposten, um importante periódico de Oslo, publicou uma análise minuciosa sobre a dualidade da fama e do esforço físico que caracteriza Lucas. O comentarista esportivo Daniel Røed-Johansen não hesitou em compará-lo a um “pavão do esqui”, referindo-se à sua presença marcante e ao estilo arrojado que adotou no mundo do esporte. Contudo, ele fez questão de lembrar ao público que, por trás da imagem glamourosa, existe um atleta rigorosamente dedicado, cuja principal meta é a vitória.
Ainda assim, nem todos os comentaristas expressaram alegria pela mudança de nacionalidade do atleta. O Dagbladet destacou a frustração do renomado comentarista Kjetil André Aamodt, que lamentou a escolha de Lucas em competir pelo Brasil, enfatizando o orgulho que os noruegueses sentiam dele enquanto representava seu país natal.
Lucas Braathen, que atualmente tem 25 anos, começou sua carreira defendendo a Noruega. Em 2023, após desavenças com a federação norueguesa, anunciou sua aposentadoria de sua seleção. Meses depois, decidiu repetir sua trajetória competitiva pela seleção brasileira, unindo suas raízes norueguesas e brasileiras. Ele também competed nos Jogos Olímpicos de Pequim-2022, quando ainda representava a Noruega, marcando sua transição esportiva com uma jornada notável que continua a fascinar tanto a imprensa quanto a torcida global.







