A atriz, reconhecida por sua coragem em expor sua experiência com a violência, refletiu sobre a dor emocional que enfrentou devido ao julgamento da sociedade no período em que sofreu agressões. “O mais doloroso foi saber que não tinha apoio. Se alguém tivesse enfrentado a batalha antes de mim, talvez eu não tivesse precisado passar por isso”, disse. Essa reflexão trouxe à tona a importância de se falar sobre os desafios enfrentados pelas vítimas de abuso, que muitas vezes se sentem isoladas e sem respaldo. Para Luana, embora as coisas tenham evoluído, a luta contra a violência de gênero ainda é um campo em que muitos precisam ser educados.
A artista mencionou que a discussão sobre os diversos tipos de violência se tornou mais aberta e rica com o passar do tempo. “Antes, pensávamos que certos comportamentos não eram violência, mas hoje sabemos que isso é resultado de relacionamentos tóxicos que afetam muitas mulheres”, afirmou, ressaltando como essa nova consciência social pode ajudar na prevenção e combate à violência.
No que diz respeito ao seu papel na sociedade, Luana falou sobre a superação dos traumas e como, atualmente, há uma mobilização crescente nas redes sociais que empodera as mulheres a denunciarem abusos. O apoio de vizinhos e cidadãos comuns se torna crucial nesse cenário de enfrentamento.
Quando questionada sobre como se sentiu ao saber da pré-candidatura de Dolabella, ela não escondeu sua indignação. “Foi engraçado e preocupante ao mesmo tempo. Como podem admirar alguém que tem um passado tão conturbado? A cultura de celebrar essa figura é chocante.” Suas palavras ecoam uma crítica à maneira como a sociedade ainda lida com questões de moral e caráter, enfatizando a necessidade de reflexão e mudança de atitudes diante de figuras públicas com histórico de comportamentos questionáveis.
