Los Angeles Lakers é vendido por US$ 12 bilhões e redefine recorde financeiro na NBA, superando equipes europeias de futebol em valuations.

A franquia Los Angeles Lakers, um dos clubes mais emblemáticos da NBA, está em vias de ser vendida por aproximadamente US$ 12 bilhões (equivalente a R$ 62,23 bilhões) para os investidores norte-americanos Josh Kushner e Bob Iger. Segundo informações, esse valor não apenas representa um novo marco na história da liga, como também supera o recorde anterior da NBA, estabelecido apenas no ano passado, quando a equipe foi negociada por US$ 10 bilhões com Mark Walter. Essa transação aponta para a considerável diferença financeira existente entre as principais franquias esportivas dos Estados Unidos e os gigantes do futebol europeu, evidenciada pelo fato de o preço de venda dos Lakers ser quase equivalente à soma dos valores de avaliação do Real Madrid (US$ 9,5 bilhões) e do Atlético de Madrid (US$ 2,95 bilhões).

De acordo com o Ranking de 2025 da Forbes, o contexto se reforça ao observar que 44 das 50 equipes mais valiosas do mundo pertencem a ligas esportivas dos EUA, que incluem o basquete (NBA), futebol americano (NFL) e beisebol (MLB). Apesar de o Toronto Raptors ser a única equipe canadense na liga, o dado ilustra o domínio norte-americano no setor. O top 5 da lista é dominado por franquias com avaliações superiores a US$ 10 bilhões, predominando clubes de futebol americano e basquete, como o Dallas Cowboys, Golden State Warriors e o próprio Los Angeles Lakers.

No âmbito do futebol, a situação é bem diferente, com apenas quatro equipes figurando no ranking: Real Madrid, Barcelona, Manchester United e Liverpool. O Real Madrid, em particular, destacou-se como o time mais valioso do mundo pelo quinto ano consecutivo, com uma valorização considerável de US$ 6,75 bilhões em 2025 para US$ 9,5 bilhões na última atualização.

A discrepância notável nas avaliações financeiras das franquias se deve a diversos fatores. Nos Estados Unidos, o modelo de liga garante estabilidade, com a ausência de rebaixamentos e uma distribuição centralizada das receitas. Isso torna o futuro financeiro das equipes mais previsível e, consequentemente, menos arriscado para investidores. Na Europa, os clubes de futebol enfrentam desafios contínuos, pois suas receitas podem oscilar drasticamente dependendo da divisão em que atuam e de sua performance em competições.

Assim, quando um investidor adquire uma franquia da NBA, ele não está apenas adquirindo um time, mas sim um ativo valioso e previsível dentro de um sistema seguro e estruturado. Já ao adquirir um clube de futebol europeu, o comprador se arrisca a um mercado muito mais volátil e sujeito a variações de desempenho, o que afeta diretamente a avaliação de cada equipe. A diferença estrutural entre esses modelos de negócios destaca o porquê do futebol ainda estar tentando alcançar os níveis de valorização que os esportes americanos já alcançaram.

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