Essa melhoria na expectativa de vida é um reflexo de avanços significativos em diversas áreas ao longo das últimas nove décadas. Desde 1940, quando a média de vida era de apenas 45,5 anos, o Brasil viu um aumento expressivo de 31,1 anos em sua expectativa de vida. Esse progresso é atribuído, em grande parte, a melhorias nas condições estruturais, sociais e sanitárias, que transformaram a realidade dos brasileiros.
Porém, ao se aprofundar nas estatísticas, observa-se que a sobremortalidade masculina, especialmente entre os jovens, é uma preocupação em ascensão. As mortes por causas externas, como homicídios e acidentes, impactam de forma severa essa faixa etária. Em 2024, os números indicam que a sobremortalidade dentro do grupo de 15 a 19 anos é 3,4 vezes mais elevada em comparação às mulheres da mesma idade. Essa disparidade se repete entre os grupos de 20 a 24 e de 25 a 29 anos, agravando ainda mais o quadro. Sem essa tragédia, que afeta especialmente os homens, a expectativa de vida masculina poderia ser substancialmente maior.
Outro avanço significativo foi observado na mortalidade infantil, que caiu para 12,3 mortes por mil nascidos vivos, um pequeno, mas notável declínio em relação a 12,5 no ano anterior. Essa redução é atribuída à implementação de políticas públicas voltadas à vacinação, à assistência pré-natal e à nutrição infantil, além de melhorias em fatores sociais como aumento da renda e acesso a saneamento básico.
Por fim, os idosos também experimentam um aumento na longevidade. Ao atingirem a marca dos 60 anos, os brasileiros têm, em média, uma expectativa de vida adicional de 22,6 anos. Para os homens, essa média é de 20,8 anos, enquanto mulheres têm uma expectativa ainda maior, de 24,2 anos. Para aqueles que chegam aos 80 anos, a média de vida adicional é de 8,3 anos para homens e 9,5 para mulheres, tornando essa a maior expectativa de vida registrada em nove décadas.









