Antes de assumir o comando do PCC, Marcos Roberto Almeida, mais conhecido como Tuta, recebia um salário de R$ 10 mil pela função de adido, tratando de assuntos comerciais entre Moçambique e Brasil. Contudo, seu passado criminal não era conhecido por seu superior na embaixada moçambicana, que o descrevia como um funcionário competente. Segundo depoimento do ex-cônsul-honorário, Almeida apresentou sua ficha criminal antes de ser contratado, mas, ao ser envolvido em um processo criminal por lavagem de dinheiro, foi demitido do consulado.
A vida de Tuta mudou drasticamente quando assumiu a liderança do PCC em 2020, chegando a ser cogitado como sucessor de Marcola, liderança máxima da facção. No entanto, sua ascensão foi marcada por um enriquecimento incompatível com a vida simples que aparentava levar. Em 2022, ele foi expulso da organização criminosa por supostamente enriquecer às custas do PCC e, desde então, é considerado foragido.
A suspeita é de que Tuta tenha sido sequestrado e morto pelo tribunal do crime do PCC, mas oficialmente ele é considerado apenas foragido. Esse caso levanta questões sobre a corrupção de agentes públicos e a articulação dentro das facções criminosas, mostrando a complexidade do crime organizado no Brasil.





