Líder Democrata Denuncia Intervenção Militar dos EUA na Venezuela como “Ato de Guerra” Não Autorizado e Promete Medidas Legislativas para Proibir Ações Sem Aval do Congresso.

Líder Democrata Critica Intervenção Militar dos EUA na Venezuela como Um “Ato de Guerra”

O clima de tensão política entre os Estados Unidos e a Venezuela ganhou um novo contorno após a recente intervenção militar norte-americana no país sul-americano. O líder da minoria democrática na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, manifestou firme oposição às alegações do governo Trump que tentam caracterizar a ação militar como uma simples operação policial. Segundo Jeffries, essa narrativa não apenas minimiza o que ocorreu, mas também ignora a necessidade de uma autorização do Congresso para ações militares desse tipo.

No dia 3 de janeiro, os Estados Unidos empreenderam uma operação significativa na Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A justificativa do governo Trump foi que a operação não se tratava de uma invasão, mas sim de uma ação destinada a prender Maduro, que é acusado de envolvimento em “narcoterrorismo”. Trump anunciou que o casal seria levado a julgamento em Nova York, acentuando a ideia de que a Venezuela representava uma ameaça não apenas à sua população, mas também aos interesses americanos.

Jeffries não hesitou em criticar o presidente Trump, argumentando que o mandatário deveria direcionar seus esforços para resolver os problemas internos dos Estados Unidos, em vez de intervir em assuntos de outras nações. O líder democrático também se comprometeu a trabalhar no Legislativo assim que as atividades do Congresso forem retomadas, propondo medidas que visem a proibição de ações militares sem a devida autorização do Legislativo.

Em resposta à intervenção, o governo venezuelano convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela designou Delcy Rodríguez, atual vice-presidente, como chefe de Estado interina. Em um movimento de apoio, a Rússia manifestou solidariedade ao povo venezuelano e reclamou pela libertação imediata de Maduro e sua esposa, advertindo para possíveis escaladas do conflito. A China, por sua vez, exigiu a liberação dos dois, ressaltando que as ações norte-americanas violam o direito internacional.

Esse cenário complexifica ainda mais as relações entre os Estados Unidos e a América Latina, levantando questões fundamentais sobre a soberania dos países e as responsabilidades que vêm com a intervenção militar.

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