A prática da censura, embora antiga, continua a se manifestar de formas sutis e preocupantes. A retirada de conteúdos jornalísticos representa um primeiro passo para o estabelecimento do medo, que, por sua vez, pode culminar em um cenário de silêncio constrangedor no debate público. Em democracias, o papel da imprensa é fundamental, pois ela não precisa ser perfeita, mas deve ser livre. A liberdade de imprensa é essencial para garantir a fiscalização social, promover o debate e exercer controle sobre o poder.
Retirar uma reportagem já publicada não serve para “proteger” a sociedade; ao contrário, atende ao desejo daqueles que preferem evitar questionamentos sobre suas ações. Quando decisões judiciais priorizam a supressão de notícias em vez de opções mais justas, como o direito de resposta, o efeito gerado é claro: uma tentativa de intimidar tanto os veículos de comunicação quanto a própria sociedade.
Em um estado como Alagoas, que já enfrenta uma série de desafios, a manutenção de uma cultura de liberdade de expressão é ainda mais vital. A Tribuna do Sertão, por sua vez, não apenas seguirá cumprindo as determinações da lei, mas também utilizará os mecanismos legais disponíveis para defender o que a Constituição brasileira assegura: a liberdade de imprensa e o direito à informação.
Ainda que a reportagem seja objeto de uma disputa judicial, a tentativa de silenciamento já é um episódio público que não pode ser ignorado. O jornal não se calará diante dessa situação, reiterando sua missão de informar e discutir temas que afetam a sociedade.







