Informações sobre os valores envolvidos na consultoria não foram divulgadas, mas a atuação de Lewandowski na consultoria jurídica despertou interesse e questionamentos. Em fevereiro de 2024, ele foi convidado por Lula para assumir o cargo de Ministro da Justiça, função que exerceu até o último mês. De acordo com a assessoria de Lewandowski, ao aceitar o convite do presidente, o ex-ministro se afastou de seu escritório e suspendeu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), paralelamente interrompendo sua atuação em todos os casos.
A indicação de Lewandowski para o Banco Master veio a público através de uma nota emitida por Wagner, que explicou que foi consultado sobre o nome de um jurista para o cargo e logo lembrou-se do ex-presidente do STF. “Seguramente, o banco considerou a sugestão adequada e o contratou”, ressaltou o senador.
Entretanto, o contexto em que essa consultoria se estabelece é preocupante. O Banco Master passou por sérias dificuldades financeiras, sendo liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, em meio a uma crise de liquidez. Atualmente, o banco enfrenta um inquérito do STF, onde a Polícia Federal investiga alegações de fraudes relacionadas a carteiras de crédito e operações com fundos de investimento. O proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, nega qualquer irregularidade em suas operações.
Diante de um cenário turbulento no setor financeiro e a ligação entre figuras de destaque e instituições que enfrentam investigações, a presença de Lewandowski no Banco Master pode suscitar debates sobre o papel de juristas e a ética em suas atividades profissionais, além das implicações que isso teria para a confiança do público no sistema financeiro. Com a continuidade da apuração dos fatos, o desdobramento dessa história promete ser um tema relevante na esfera política e econômica do país.






