O juiz também estipulou que Collor terá a oportunidade de apresentar uma proposta de conciliação antes do leilão, uma chance que a defesa considera essencial. Os advogados do ex-presidente alegam que a dívida trabalhista atrelada ao caso já teria sido parcialmente saldada em um processo de recuperação judicial da emissora, que está em trâmite desde 2019.
Localizada no bairro da Jatiúca, a cobertura apresenta características luxuosas, com 599 m² de área privativa, cinco vagas de garagem, piscina, adega, terraço, bar e uma ampla vista para o mar. A avaliação mais recente da propriedade aponta um valor de R$ 7,6 milhões, embora uma estimativa anterior, feita em 2024, tenha elevado esse número para R$ 9 milhões. Collor adquiriu o bem em 2006, mas não declarou a propriedade ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a eleição de 2022.
A questão trabalhista gira em torno de um acordo feito em 2019, que previa o pagamento de R$ 80 mil à ex-funcionária, valor este que se refere a salários em atraso, FGTS e multas. No entanto, a defesa da jornalista sustenta que um acordo subsequente, que estipulava o pagamento de R$ 48 mil, não obteve homologação judicial, limitando sua validade à empresa e permitindo a busca de bens pessoais para quitação da dívida. De acordo com informações divulgadas, a quantia devida, já atualizada, chega a R$ 220 mil.
Além dos problemas relacionados a essa ação trabalhista, a situação financeira de Collor envolve processos vinculados à Organização Arnon de Mello (OAM), conglomerado de comunicação do qual é o sócio majoritário. Nos últimos anos, diversos bens de Collor, como contas bancárias, veículos e propriedades, sofreram bloqueios judiciais. Adicionalmente, em 2025, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) à época, Luís Roberto Barroso, autorizou a criação de uma nova afiliada da TV Globo em Alagoas, encerrando uma parceria histórica com a TV Gazeta. O grupo de mídia já recorreu dessa decisão, mas a expectativa é que o julgamento ainda demande tempo até uma definição.







