Lei Facilita Acesso de Pequenas e Médias Empresas Brasileiras ao Crédito para Exportação e Impulsiona Projetos Sustentáveis

A recente sanção da Lei 15.359/26, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marca um passo significativo na integração das micro, pequenas e médias empresas brasileiras ao mercado internacional. O novo Sistema Brasileiro de Apoio Oficial ao Crédito à Exportação estabelece diretrizes que visam facilitar o acesso dessas empresas ao financiamento para suas atividades de comércio exterior, ampliando a cobertura do seguro de crédito disponível.

A lei foi projetada para mitigar custos e aumentar a previsibilidade das operações de exportação, permitindo uma capacidade maior de operação por parte de seguradoras e financiadores privados, que agora poderão atuar como operadores oficiais. Um dos destaques da nova legislação é a criação de um portal único na internet, onde as empresas poderão solicitar apoio financeiro. Essa plataforma promete garantir maior transparência nas condições financeiras, permitindo que um mesmo pedido seja avaliado de forma simultânea por diferentes órgãos, otimizando o processo burocrático.

Adicionalmente, a legislação incorpora ao Seguro de Crédito à Exportação projetos focados na economia verde e na tecnologia de alta intensidade, priorizando iniciativas que busquem a descarbonização e a eficiência no uso de recursos naturais. Essa inclusão representa um alinhamento com as tendências globais que enfatizam a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental.

O projeto, originado pela proposta de lei 6139/2023, do senador Mecias de Jesus, foi aprovado pela Câmara Federal recentemente. Com as novas regras, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também terá que divulgar informações atualizadas sobre financiamentos a empresas estrangeiras em um site público, além de elaborar relatórios anuais para a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, reforçando a necessidade de transparência nas operações de crédito à exportação.

Entretanto, a lei também trouxe vetos do presidente Lula a alguns dispositivos que apresentavam riscos fiscais. Entre os trechos vetados, estava a proposta que obrigaria a União a cobrir eventuais prejuízos do Fundo Garantidor de Crédito à Exportação em situações de insuficiência de recursos, uma medida que poderia criar despesas obrigatórias sem fonte definida. Além disso, a possibilidade de a União atuar como garantidora de operações privadas foi rejeitada, sob argumento de que isso transferiria riscos do setor privado para o público, afetando a dívida pública do país.

Apesar das limitações impostas pelos vetos, a nova lei representa um avanço na simplificação e acessibilidade do crédito para o setor de exportação, buscando fortalecer a posição das empresas brasileiras no cenário internacional.

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