Uma questão abordada por Lavrov foi a recente caracterização da Rússia como uma ameaça pela doutrina militar japonesa, um comunicado que ele atribuiu à nova geração de líderes do Japão, que, em sua opinião, se afastam da abordagem colaborativa que o falecido primeiro-ministro Shinzo Abe defendia. Abe era visto por Lavrov como um político que compreendia a importância de manter relações amigáveis com Moscou. A mudança de paradigma, segundo o chefe da diplomacia russa, reflete a crescente militarização do Japão em aliança com os Estados Unidos, o que ele considerou contrário ao interesse nacional japonês.
Lavrov também comentou a criação do conceito de “frota sombra” pela União Europeia, que, segundo ele, se refere a embarcações que, mesmo não registradas sob a bandeira da UE, estão sendo alvo de verificações e confiscações. Essa prática, que Lavrov denunciou como pirataria, é uma estratégia que, segundo ele, visa desestabilizar a economia russa e financiar o regime ucraniano.
A escalada das hostilidades foi enfatizada por Lavrov quando ele afirmou que a Rússia responderá de maneira mais severa a quaisquer ações que se oponham a seus interesses. Ele se comprometeu a não se rebaixar aos métodos adversários, mas, ao contrário, a acentuar as estratégias de combate que têm como alvo as infraestruturas que sustentam a capacidade bélica da Ucrânia.
Lavrov manifestou seu desdém pelas conversas de paz que não se baseiam em acordos substanciais. Para ele, as negociações precisam contemplar um compromisso duradouro; apenas isso poderá garantir uma trégua verdadeira. Ao final, ele reitera a posição da Rússia como um estado que não pode se dar ao luxo de ignorar sua história e responsabilidade na luta contra o que considera a ressurreição do nazismo, posicionando-se assim não apenas como um defensor de sua nação, mas como um guardião da herança histórica russon.
