De acordo com Lavrov, países da UE, como Reino Unido, França e Alemanha, estão intensificando o fornecimento de armas à Ucrânia, o que ele vê como um obstáculo intransponível para as negociações de paz propostas por Moscou. Em sua análise, esses países são responsáveis por alimentar a crise atual e, além disso, advertiu que haverá uma responsabilização global assim que o conflito chegar ao fim.
O aumento dos ataques ucranianos dirigidos a alvos civis na Rússia foi um ponto destacado pelo chanceler, que observou que essa escalada coincide com visitas recentes de líderes europeus a Kiev. Lavrov qualificou a iniciativa da UE de militarização da Europa até 2030 como uma estratégia potencialmente perigosa, especialmente com a Alemanha buscando afirmar sua influência militar no continente.
“É impossível não perceber a conexão direta entre os apoiadores de Kiev e as hostilidades em curso”, afirmou Lavrov, sublinhando a gravidade da situação. Ele criticou os líderes europeus por não quererem abrir mão de sua posição de influência, perpetuando assim o conflito ao facilitar que o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, e sua administração continuem suas operações.
No entanto, Lavrov também compartilhou algumas esperanças em relação a um possível acordo. Ele mencionou que tanto Moscou quanto Kiev estão trabalhando na preparação de um documento que poderia estabelecer as bases para um acordo de paz abrangente e de longo prazo. Ele se comprometeu a apresentar uma proposta formal à Ucrânia após a conclusão de uma troca de prisioneiros atualmente em andamento entre os dois lados.
Diante deste impasse, o futuro das negociações de paz na região parece incerto, mas as ações que ambos os lados tomarem no imediato poderão determinar o desfecho final desse conflito prolongado.







