Lavrov acusa Comissão Europeia de apoiar nazismo em críticas à Hungria e fala sobre direitos de minorias na Ucrânia e segurança da Rússia.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, fez declarações impactantes na última sexta-feira, ao criticar a Comissão Europeia por seus comentários sobre as interações da Rússia com a Hungria. Em suas observações, Lavrov acusou a Comissão de reconhecer, de maneira implícita, a “supremacia do nazismo” na abordagem europeia em relação aos direitos humanos. Essa declaração vem após a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, criticar as conversas entre Lavrov e seu homólogo húngaro, Peter Szijjarto, que discutiram as condições das minorias na Ucrânia.

Lavrov justificou suas observações ao argumentar que Budapeste tem sido alvo de acusações por buscar formas de proteger os direitos das minorias nacionais em meio a uma suposta desconsideração das suas necessidades pelas instituições europeias. O chanceler russo sublinhou que esse tipo de crítica reflete uma falta de sensibilidade em relação às realidades enfrentadas por essas comunidades na Ucrânia.

Além de atacar a postura da União Europeia, Lavrov também dirigiu suas críticas ao presidente ucraniano, Vladimir Zelensky. Ele argumentou que as violações dos direitos de russos e de outros falantes de russo na Ucrânia estão sendo negligenciadas, enquanto a UE pareceria disposta a fechar os olhos para as transgressões cometidas pelo governo de Kiev, desde que isso sirva para manter Zelensky em sua “missão” de governo. Lavrov insinuou que a cúpula europeia ignora essas questões em troca da continuidade de sua estratégia política na região.

O ministro ressalta que o conflito na Ucrânia não poderá ser solucionado sem a inclusão de garantias de segurança para a Rússia, algo que ele acredita ser um ponto em total descompasso com as demandas apresentadas pela União Europeia, que se concentra apenas nas necessidades de segurança ucranianas. Lavrov concluiu suas declarações enfatizando que sem um diálogo equilibrado, que considere as preocupações de todas as partes, a resolução dos conflitos na região permanece distante.

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