A programação começará às 15h, com a concentração na Ladeira do Jacintinho, seguida pelo cortejo religioso às 16h. Vestidos de branco, participantes, lideranças de terreiros e membros de grupos afro percorrerão as ruas de Maceió, marcando a trajetória da ancestralidade e espiritualidade presentes na cultura local. Durante o cortejo, serão entoados cânticos e realizados rituais simbólicos com a água, que representam purificação e renovação. O ato é uma forma de pedir paz, harmonia e proteção, ao mesmo tempo em que se posiciona contra a intolerância religiosa.
Segundo Pai Célio Rodrigues, idealizador do evento, a Lavagem do Bonfim transcende o aspecto religioso, transformando-se também em um símbolo de resistência. “É um momento de união e fortalecimento do povo de axé”, declara. Para ele, ocupar as ruas é uma afirmação do direito de existir e celebrar a fé, evidenciando a luta contínua contra a discriminação e exclusão.
Com 25 anos de história, a Lavagem do Bonfim se consolidou como um importante marco cultural e político, promovendo o diálogo inter-religioso e a valorização das práticas afro-brasileiras. Ao reunir milhares de pessoas em um ato de fé, a celebração reforça a necessidade de visibilidade e respeito às religiões de matriz africana, transcendendo as barreiras de intolerância e promovendo uma convivência harmônica entre diferentes crenças.
Assim, a Lavagem do Bonfim de Maceió se reafirma como um momento de grande relevância para a sociedade, celebrando a diversidade cultural enquanto promove um chamado à paz e à coexistência em um mundo multifacetado.







