Laudo do Laboratório de Aquicultura da UFAL não é conclusivo para Maré Vermelha após sintomas de intoxicação em banhistas.

O Laboratório de Aquicultura e Ecologia Aquática da Universidade Federal de Alagoas (Laqua/Ufal) recebeu um material coletado pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) na cidade de Barra de Santo Antônio, mais especificamente na praia de Carro Quebrado, em decorrência de um possível caso de Maré Vermelha. Este alerta se deu 24h e 48h após a ocorrência de 190 indivíduos que apresentaram sintomas de intoxicação após banhos na região de um resort no litoral norte de Alagoas. Após o ocorrido, foi coletado um total de quatro amostras de 1 litro cada, preservadas em álcool 70% e transportadas para a UFAL.

As amostras coletadas foram analisadas no laboratório, mas o resultado não foi conclusivo para o fenômeno natural conhecido como Maré Vermelha; o que pode ser atribuído à falta de quantidades suficientes dos organismos bromatólogos no momento da coleta, impossibilitando a caracterização do evento. Com isso, há a necessidade de estudos adicionais para investigar outras possíveis causas da intoxicação dos banhistas.

O relato técnico assinado pelo professor Manoel Messias Costa, biólogo especialista em fitoplâncton, explica que a Maré Vermelha é um fenômeno provocado pelo aumento da quantidade de microorganismos conhecidos como microalgas (fitoplâncton) nas águas, resultando em manchas avermelhadas capazes de liberar toxinas prejudiciais ao ser humano. No entanto, os parâmetros físico-químicos e a análise por microscopia óptica não mostraram a presença de microorganismos em quantidades que poderiam causar tal fenômeno.

A hipótese de que o diagnóstico da Maré Vermelha pode ter sido prejudicado devido ao tempo decorrido entre a coleta e a análise das amostras é citada pelos pesquisadores Emerson Soares e Manoel Messias Costa. Além disso, eles alertam para a possibilidade de a intoxicação dos banhistas ter sido causada por um agente exógeno, como a toxina de um molusco chamado Criseis, ou ainda pela dispersão de agroquímicos lançados por aviões.

Dessa forma, o laudo conclui que existe uma necessidade de mais investigações para identificar a origem das toxinas que causaram a intoxicação dos banhistas. Esta situação alerta para a importância de medidas de monitoramento e análise dos ambientes marinhos, especialmente em locais de grande circulação de pessoas, para garantir a segurança da população.

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