As amostras coletadas foram analisadas no laboratório, mas o resultado não foi conclusivo para o fenômeno natural conhecido como Maré Vermelha; o que pode ser atribuído à falta de quantidades suficientes dos organismos bromatólogos no momento da coleta, impossibilitando a caracterização do evento. Com isso, há a necessidade de estudos adicionais para investigar outras possíveis causas da intoxicação dos banhistas.
O relato técnico assinado pelo professor Manoel Messias Costa, biólogo especialista em fitoplâncton, explica que a Maré Vermelha é um fenômeno provocado pelo aumento da quantidade de microorganismos conhecidos como microalgas (fitoplâncton) nas águas, resultando em manchas avermelhadas capazes de liberar toxinas prejudiciais ao ser humano. No entanto, os parâmetros físico-químicos e a análise por microscopia óptica não mostraram a presença de microorganismos em quantidades que poderiam causar tal fenômeno.
A hipótese de que o diagnóstico da Maré Vermelha pode ter sido prejudicado devido ao tempo decorrido entre a coleta e a análise das amostras é citada pelos pesquisadores Emerson Soares e Manoel Messias Costa. Além disso, eles alertam para a possibilidade de a intoxicação dos banhistas ter sido causada por um agente exógeno, como a toxina de um molusco chamado Criseis, ou ainda pela dispersão de agroquímicos lançados por aviões.
Dessa forma, o laudo conclui que existe uma necessidade de mais investigações para identificar a origem das toxinas que causaram a intoxicação dos banhistas. Esta situação alerta para a importância de medidas de monitoramento e análise dos ambientes marinhos, especialmente em locais de grande circulação de pessoas, para garantir a segurança da população.
